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Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases
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Sobre o ponto de interesse
O Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases, com 24,6 hectares, é um dos mais expressivos espaços verdes de Lisboa, apresentando três zonas distintas: a Nave Central da Quinta das Conchas, a Mata e a Quinta dos Lilases, cada uma com características próprias que enriquecem a sua identidade paisagística e ecológica.
A Nave Central, a maior das três áreas, é composta por amplos relvados pontuados por árvores e por vistas abertas. No topo superior destaca-se um conjunto de oliveiras e zambujeiros, enquanto na zona inferior, junto ao grande lago, se encontra um maciço de eucaliptos de grande porte, classificado como arvoredo de interesse público, junto ao qual se localizam mesas de merendas.
A Mata apresenta um caráter mais denso e natural, sendo constituída por uma grande variedade de espécies arbóreas. Entre elas, sobressai um maciço de Zelkova serrata, também classificado como de interesse público, bem como cedros-dos-Himalaias e cedros-do-Buçaco. Em algumas zonas, a vegetação arbustiva — adernos, sanguinhos, sabugueiros e pilriteiros — cria importantes habitats para várias espécies de aves, que aqui encontram abrigo, alimento e condições de nidificação.
Separada por um muro da Quinta das Conchas, a Quinta dos Lilases caracteriza-se por um ambiente mais recatado e romântico, marcado pelo seu emblemático lago artificial, inspirado nas ilhas de São Tomé e Príncipe. A vegetação inclui o alinhamento de oliveiras, bem como eucaliptos, choupos, freixos, gledítsias e várias espécies do género Quercus. O estrato arbustivo, mais discreto, destaca romãzeiras e notáveis maciços de buxos antigos. As clareiras são revestidas por prado de sequeiro, e nesta quinta encontra-se ainda um pomar comunitário, criado no âmbito de um projeto participativo.
A diversidade de habitats confere ao parque um elevado valor ecológico, acolhendo um número de espécies superior ao habitual em espaços verdes urbanos.
A requalificação promovida pela Câmara Municipal de Lisboa valeu ao parque os Prémios Valmor e Municipal de Arquitetura 2005, distinguindo a qualidade do projeto, a integração na envolvente e a valorização do património natural e histórico.
O parque dispõe ainda de um espaço de restauração, um palco para espetáculos e um edifício de apoio com receção e área expositiva, consolidando-se como um espaço de grande relevância para a cidade.