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Sobre o ponto de interesse
O Parque da Bela Vista é uma das maiores manchas verdes contínuas de Lisboa, marcado por extensas zonas de prado e relvado, interligadas por uma rede de caminhos que convida a passeios longos e tranquilos. As áreas mais elevadas funcionam como miradouros naturais, oferecendo amplas vistas sobre a cidade e o rio Tejo.
A diversidade de espécies vegetais presentes no parque reflete a memória das antigas quintas que existiram neste território, contribuindo para um ambiente variado e rico do ponto de vista paisagístico. Esta riqueza vegetal favorece igualmente a presença de uma avifauna muito diversificada, tornando o parque um espaço de interesse ecológico.
A topografia ondulante, que caracteriza a Bela Vista, cria zonas amplas e abertas — muitas vezes usadas para lazer, desporto informal e grandes eventos culturais — alternando com áreas mais sombreadas que proporcionam descanso e contacto com a natureza. O parque integra ainda uma bacia de retenção de águas pluviais, elemento importante para a gestão sustentável da drenagem urbana.
Espaçoso, versátil e ambientalmente significativo, o Parque da Bela Vista afirma-se como um dos grandes pulmões verdes de Lisboa e um dos seus cenários privilegiados para usufruir da natureza e da vida ao ar livre.
Parque da Belavista
Geomonumento do Parque da Belavista
Sobre o ponto de interesse
No Miocénico Inferior, a região de Lisboa ficava perto de um rio onde sazonalmente a água extravasava das suas margens, criando planícies de inundação ricas em vegetação, onde pastavam antepassados dos elefantes (Gomphotherium) e porcos selvagens (Brachyodus onoideus).
A proximidade ao mar, com alguma influência da água salgada, permitiu a instalação de alguns bancos de ostras (Gryphaea gryphoides).
Com a subida do nível do mar instalou-se aqui um ambiente marinho de pequena profundidade, onde se formaram calcários com fósseis de moluscos, algas e corais.